quinta-feira, 6 de dezembro de 2012



Mario Edson viajando
No dia 12 de dezembro o fotografo Mário Edson realiza coquetel de lançamento de sua mais nova exposição com fotos e mini documentário sobre a sua jornada pelo Caminho de Santiago, no Ciranda Café - Rio Vermelho, ás 20h. No mesmo evento será lançado o calendário 2013 com fotos que fazem parte da sua exposição.

Tornar o caminho de Santiago tema do calendário 2013 é forma que Mario Edson encontrou de compartilhar um pouco de tudo que viveu, ouviu, sentiu e evidentemente mesmo muito pouco, uma espécie de iniciação para aqueles que acreditam como ele, na forma que nos move o desejo rumo a uma realização. Foram lugares, pessoas, situações e sentimentos que não teria como descrever.

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Mário Edson é licenciado em desenho pela Universidade Católica do Salvador (Ba), pós-graduado em Gestão de Negócios pela PUC – Rio e atua como fotógrafo, artista plástico e promotor cultural nas artes visuais (fotografia, artes plásticas e cinema).
Como fotógrafo tem realizado ensaios documentais sobre vida e obra de proeminentes personalidades da cena artística cultural brasileira tais como Jorge Amado, Calasans Neto, Dona Cano, Mario Quintana, dentre outros e desenvolvido projetos de foto-arte sempre elencando temas relacionados com o resgate de heranças culturais e sociais, a exemplo do estudo que vem fazendo da arquitetura em vários cantos do mundo (Peru, Argentina, França, Veneza, Itália, Praga, dentre outros países).

Fotografia Dia 12 de dezembro às 20h
Local - Galeria da Ciranda Café, Cultura & Arte – Rio Vermelho
Visitação - Terça a domingo das 11h às 20h
Contato - 3012 - 396
Classificação indicativa - 16 anos
Entrada Gratuita

domingo, 2 de dezembro de 2012

 
"Cartas de Amor" por Maria Bethânia... Os fãs de carteirinha de Bethânia que me desculpem, mas vê-la se tornou uma sessão nostálgica de ver mais do mesmo... Um...
vale a pena ver de novo... Este novo show traz mudanças significativas: Direção do competente mineiro Wagner Tiso, um luxo para poucos, cenário mais enxuto e elaborado. Os arranjos diferenciados, ainda que datados.. No palco, Bethânia é sempre Bethânia... Presente como sempre sua marca registrada: dramaticidade e teatralidade equilibrados na medida certa, ainda que sem novidades poéticas e afins. Ponto fraco: Figurino pouco funcional e criativo.,, Por que será que o mal do figurino é tão recorrente nas cantoras baianas? Pois é, ver Bethânia é um deleite, com todos os poréns, ainda é um grande programa. Vê-la desfilar por repertório diverso, transformando-o é deleite, afinal, num painel musical onde pouco se muda e tudo se repete, nada como o velho bom, equilibrado e cristalino. Nossos ouvidos agradecem. Em tempo: Vê-la virou exercício de guerra... Dois dias para sua legião de admiradores é pouco, quase nada!!! Consegui ingresso é verdadeira queda de braço!!!!

Experiência maravilhosa assistir ao primeiro show desta mova promessa da moderna MPB: Filipe Catto (com i mesmo)...Há um tempinho tinha feito uma resenha no me...
u blog ao ouvi-lo em CD. Vê-lo no palco é uma experiência, de uma vitalidade, uma alma musical pouco vista. Apesar do pouco tempo de estrada está completamente preparado: presença de palco de dar inveja a muito veterano que a gente vê por ai... Compositor de mão cheia... Afinado aos extremos, timbre próprio e singular...Nada contra o teatro do Solar, mas Filipe merecia um espaço maior e melhor.., Merecia ter seu talento dividido com mais ouvidos... Produtores; acordem, atração com grande potencial!!!! Repertório de primeira... Fico na expectativa... Tem algo no íntimo que me diz: Preparem- se para mais uma experiência avassaladora, logo, logo Filipe estará de volta pro deleite dos nossos ouvidos. Em tempo: CD Fôlego, é de tirar o fôlego!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

 
MINHA BANDA FAVORITA

Hoje Salvador teve oportunidade única de ver o trabalho da maior banda de todos os tempos: Coldplay. Filme da turnê 2012, um primor de musicalidade e profissionalismo... Pena que não aproveitou. Exibido na sala Makro do Shopping Bela Vista, a sessão não chegou a contar com 30 pessoas. Azar de quem não compareceu, a película é de se ver ajoelhado agradecendo de tão boa que é. Conferi e fotografei a turnê anterior deles na Argentina, e, apesar de considerá-la uma das melhores, se não a melhor que já vi, devo admitir, nesta eles se superaram. Ótima oportunidade , principalmente para artistas locais, verdadeira aula de produção, condução e inovação no show business. Pena, foi desprezada. Decididamente, esta inspirada, talentosa e iluminada banda veio pra ficar. Esqueça toda a parafernália comumente usada na atualidade para os desprovidos de conteúdo, que neste caso precisam lançar mão de artifícios outros, que não a música(na falta dela) para agradar, o show é música em estado bruto lapidada... Explico: música em estado de graça, apenas música da melhor safra com a melhor energia e principalmente uma fantástica interação com o público, sem qualquer elemento cenográfico que lhe roube a cena. Esperemos pois que chegue logo ao mercado em DVD   e BLUE(previsão para 19.11). Até Rihanna surpreende num dos mais belos momentos do show em dueto com Chris Martin. Em tempo: foto da postagem captada na turnê anterior, na Argentina.
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

 
Mágoas e uma Bela Homenagem
 
O último trabalho do Breno Silveira, GONZAGA de Pai pra Filho é um filme obrigatório, estávamos devendo um tributo ao Rei do Baião, ainda que em meio a muita mágoa e um legítimo dramalhão, afinal de contas a vida do rei foi realmente um drama. Muito pouco se sabia da vida dos dois e na época em que estavam em evidência não se propalava tanto assim a vida alheia, nem se discutia ou lavava roupa suja como é de praxe e obrigatório nos dias de hoje, não havia redes sociais, etc... Baseado numa gravação, tipo acerto de contas feita pelo Gonzaguinha num encontro com o pai, Silveira construiu um mosaico de fatos e circunstancias que pontua a vida dos dois. A película é um deleite para os olhos, fotografia esmerada e rica, coisa fácil,se levarmos em conta o rico cenário nordestino ali mostrado, narrativa fluente, apesar de dramática e elenco afiado... Ponto para atuações memoráveis de: Cyria Coentro, João Miguel(como sempre excelente), Sílvia Buarque, Zezé Mota, Nanda Costa, Chambinho do Acordeon, que dá um show de interpretação e Júlio Andrade (que incorpora Gonzaguinha)... Parêntese para a escolha não muito feliz do Gonzagão na última fase interpretado por Adélio Lima, que se mostra desconfortável e artificial. Preste atenção na cena final do acerto de contas: Gonzaguinha, é pura emoção e é como que se estivesse contracenando com uma porta.
O filme é bem construido, flui com competência, apropria-se de cenas reais em meio as fictícias, deita e rola na carga dramática e somente tropeça na escolha da Gonzagão dos últimos anos.
É sem sombra de dúvidas um belo apelo cultural, onde as raízes nordestinas ficam evidentes e sedimentadas nos acordes de Asa Branca, canção maior do rei, considerada hino nordestino. Evidente também as  diferenças ideológicas e musicais entre pai e filho, e uma curiosidade: fica nítido o endereço da composição Sangrando, (que até então era vista como canção de amor romantico) o forte apelo do filho que só queria o amor de um pai ausente e conflituoso. Obrigatório, mas ainda não é a obra prima do Silveira, aguardemos pois, um próximo trabalho que, conforme percebemos na sutil evolução, certamente nos trará melhores resultados.
Onde ver: Barra, Cinemark, Cinépolis, Lapa, Sala de Arte do Museu, Unibanco Glauber Rocha,UCI Iguatemi- Paralela.