quarta-feira, 28 de maio de 2014

 
 
OLHO NU



 A trajetória do Ney Matogrosso é uma das mais ricas, sedimentadas e iluminadas na MPB. Artista de luz própria, abridor de caminhos e inusitadamente maior nome em se tratando de performance no palco, principalmente pela longevidade, ...vitalidade e respeito consigo mesmo e seu público... Lembro-me nitidamente, de, quando criança ficava extasiado ao ver o Ney na TV... A inusitada chegada dele no cenário musical do país abriu portas para muitos outros talentos, que ainda de luz menor e até mesmo apagada lhes propiciou uma estrada pavimentada... A expectativa foi grande, e se não decepcionou do mesmo modo não me satisfez completamente... Sou chato... Um artista do porte do Ney talvez merecesse um trabalho mais minucioso, consistente e principalmente mais realista e inusitado, afinal teria que fazer jus a sua extensa grade curricular musical... Ainda que o astro no palco, como sabemos, não passa de um personagem, nada guardando do Ney cidadão do dia a dia (Testemunhei isso quando o conheci pessoalmente). A película é bem feita, ainda que o material utilizado guardadas as técnica utilizadas à época(da década de 70 até hoje) deixem a desejar tecnicamente, encantam e nos fazem viajar no tempo. Joel Pizzini, o diretor, optou por não estabelecer uma ordem cronológica, aliás como quase todo documentarista vem fazendo e fez uma narrativa na primeira pessoa, com voz do próprio Ney. É bacana ver o florescer da carreira, o inusitado estilo próprio e escancaradamente agressivo para os padrões da época... Fazendo um mixto de imagens da época e gravações recentes, estas meio forçadamente teatrais (em se tratando de Ney, esta teatralidade beira o normal) me incomodaram um pouco... No mais estão lá algumas constatações, algumas declarações, registros de ontem desacreditados hoje, parcerias de palco deliciosamente maravilhosas e só... Não posso deixar de admitir que é meio chapa branca...Quem conhece sua história vai sentir falta de muita coisa...Como atualmente é meio moda... Vide atuais discussões a respeito das biografias não autorizadas. No mais, em se tratado de Ney seria de se esperar algo mais impactante e menos comportado, no mais é um belo registro e uma forma poética e musical de viajarmos no tempo e junto com ele(Ney) revermos conceitos, mudanças e principalmente evolução musical!

terça-feira, 13 de maio de 2014

 
A  ALMA  IMORAL


Premiado espetáculo, A Alma Imoral chega a Salvador no Teatro Jorge Amado
De volta a Salvador para mais uma temporada, o espetáculo A Alma Imoral estará em cartaz no Teatro Jorge Amado de 22 de maio a 1º... de junho. A peça é uma adaptação do livro de mesmo nome do rabino Nilton Bonder e conta com a atuação de Clarice Niskier.
A Alma Imoral desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização: corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência.
Para contar histórias e parábolas da tradição judaica, a atriz vale-se somente de uma cadeira preta e um grande pano preto que se transforma em oito diferentes vestes – mantos, vestidos, burcas, véus.
O espetáculo já foi apresentado em 23 cidades brasileiras, recebeu 3 indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006, 2 indicações ao Prêmio Shell RJ 2007, vencendo o prêmio de Melhor Atriz. Ganhou o Prêmio Caixa Cultural 2007, Prêmio Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro 2007, Prêmio Qualidade Brasil SP 2008 de Melhor Atriz e foi selecionado pelo FATE 2012 para Circulação no Município do Rio de Janeiro.
Serviço:
A Alma Imoral
De 22 de maio a 1º de junho. Quinta, sexta e sábado às 20h e domingo às 1
Valor: R$60 e R$30
Classificação: 18 anos

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Gogoboys à procura de um palco

Sem espaço para apresentações em Salvador, dançarinos foram "empurrados" para saunas e eventos particulares
          
Do alto de seu 1,75m ele observa o público aos seus pés. Apesar da música alta, todos estão estáticos. Se nem o jogo frenético de luzes consegue desviar os olhares daquele corpo escultural, só lhe resta uma coisa: continuar o show.
Jean Desterro tem 24 anos. Há quatro é gogoboy. O "lance", segundo ele, é sensualizar , deixar o público à flor da pele e fazer exatamente aquilo que o Trabalho com Sexo presenciou naquela noite: hipnotizar a plateia com uma dança em que os braços não param um segundo e piruetas seguidas são executadas de forma provocante.
O público se divide entre os que assistem e os que tentam tirar uma “lasquinha” do “body dream” (corpo dos sonhos) que o gogo conseguiu esculpir após anos de musculação. “Quando passam a mão onde não deve, eu reclamo. Faço de uma forma que não fique agressivo”, diz, sem revelar onde seria esse tal lugar proibido.
Reconhecido por empresários e pelo público como um dos gogoboys mais requisitados do mercado de Salvador, Jean recusa o título e, após tantos anos de profissão, prefere usar outro termo. “Uso gogodance. Se eu disser gogodance, as pessoas associam mais a dançarino, que é o que eu sou”, afirma. A escolha, segundo Jean, é para se afastar o máximo possível de uma ideia errada que se criou da profissão: a de que os gogoboys são garotos de programa. Ele não revela quanto ganha por mês com as apresentações que acontecem quase que sempre aos finais de semana, mas garante que elas bancam seus gastos.
Ofertas para fazer programas sexuais sempre aparecem, segundo Atila Britto, gogoboy de 26 anos que foi descoberto por um olheiro no Orkut. “Um dia eu estava saindo do camarim na boate e um homem me chamou para ‘uma volta’ e me mostrou o dinheiro. Eu sorri e disse que não fazia esse tipo de trabalho”, conta ao lembrar que o mesmo homem disse que “todos fazem”. “Sabe de nada, inocente”, disse Atila ao relembrar do caso.
Jean Desterro/ Foto: Arquivo Pessoal
É com a dança que Jean paga a faculdade e, quando a coisa aperta, ele abre mão de tudo que faz para se dedicar ao ofício. Se nos palcos ele encara personagens como bombeiro e policial, na vida real, o que Jean sonha mesmo é concluir o curso e ser engenheiro. “Dançar, por enquanto, dá um retorno [financeiro] legal, mas não é para sempre”, reconhece.
Mercado em baixaMesmo para quem tem o título de “top”, dançar em Salvador está cada vez mais difícil. “O mercado mudou muito nos últimos anos. Agora é mais complicado ser contratado”, admite Atila, que já pensa em se aposentar pela pouca procura.
Carla O’hara, 25 anos, atravessou a fronteira: passou de gogogirl para empresária do ramo. Há dois comanda a O’Hara Entretenimento  que realiza despedidas de solteiro, 15 anos e formaturas. A empresária também sentiu a mudança no comportamento do consumidor. “Aqui em Salvador temos um grande problema: não existem boates para os gogoboys se apresentarem, eles fazem os shows em festas particulares”, aponta.
Sócio da The Hall, casa de shows no Jardim de Allah, Rodrigo Smith admite que ter a presença do gogoboy na lista de apresentações influencia pouco na decisão final do público de ir ou não a um evento. “O gogoboy é um dos elementos que compõe a festa. A festa é um encontro de forças que gera o entretenimento para o cliente”, avalia.
Atila Britto/ Foto: Arquivo Pessoal
Atualmente, além da The Hall, a boate Tropical – localizada no Campo Grande – e a San Sebastian, que fica no bairro do Rio Vermelho, são os únicos clubes a ofertarem o serviço. Com a falta de mercado, os dançarinos passaram a ocupar novos espaços, segundo o jornalista Rafael dos Anjos: “As saunas estão virando mais referência quando a questão é gogoboy. Elas são lugares mais reclusos, e só vai quem ver o show ou fazer pegação... ou os dois”.
Mas não é só a falta de espaço que contribui para essa quase extinção da arte de sensualizar. O preconceito também tem a sua parcela nesse processo, ainda de acordo com Rafael. “O gogoboy fazia parte da cultura das boates, mas as pessoas têm preconceito contra o trabalho deles. O que acontece no palco é um grande culto ao corpo. A mesma coisa que fazemos no cotidiano. A sociedade é hipócrita”, avalia.
Empurrados para as saunas, aniversários, despedidas de solteiros e paradas gays, os gogoboys procuram uma nova maneira de mostrar o seu trabalho e longe do preconceito. Em Salvador, eles estão à procura de novos palcos.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

 
 
 
Artista encanta povoado de Feira de Santana decorando casas com paisagens
 
 

 
Fotografias em tamanho real instaladas por artista em fachadas de casas no povoado de Morrinhos mudam a paisagem e a autoestima da população. Confusão virou rotina entre moradores
Ao sair de casa pela manhã, a lavradora Maria Luísa Lopes, 84 anos, deu uma olhada na fachada de casa. Há um mês, a visão era familiar: paredes brancas e janelas verdes. No fim da tarde, quando voltou, o susto. No lugar da casa estava uma estrada de terra, rodeada por grama e por uma cerca de arame farpado. 
Estava na rua errada? Não. Todos os vizinhos pareciam estar no mesmo lugar - a Rua das Flores, no povoado de Morrinhos, a cerca de 40 quilômetros  de Feira de Santana. Avistou o telhado e viu que o imóvel não tinha desaparecido. Mas... Cadê a porta? 
 
É verdade que a estrada, a grama e a cerca são comuns em Morrinhos.  Só que, nesse caso, não passava da fachada da casa onde mora desde que nasceu, com uma pitada de ilusão de ótica.
Quem olha rápido – e até quem olha atentamente – pode não perceber que ali existe uma fotografia adesiva, impressa em tamanho real e colada no que antes era a parede branca. A intervenção faz parte de um trabalho da artista visual Maristela Ribeiro, professora do Instituto Federal da Bahia (Ifba). Há um ano, ela  começou um projeto que pretendia mostrar a realidade de Morrinhos aos seus próprios moradores e ao mundo. 
Após oferecer oficinas de arte e fotografia à população, Maristela partiu para a última fase do projeto, que começou em dezembro e se estendeu até março. “Não encontrei nenhuma imagem da comunidade, que existe desde 1940. Imaginei trazer a paisagem regional e usar as casas como telhado”, afirma Maristela, que usa o projeto na pesquisa no doutorado em Artes na Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Metáfora
Apesar de chamar atenção dos quase 400 moradores e também dos forasteiros, a casa de dona Luísa não é a única: as paisagens de Morrinhos foram transportadas  para outras nove das cerca de 90 residências do local.
“Meu objetivo era que as casas desaparecessem.  Para mim, era uma metáfora sobre o esquecimento do local, sobre como essas pessoas são deixadas de lado e se tornam invisíveis”. Lá, a maioria dos moradores vive em casas de taipa, sem saneamento básico. A principal fonte de renda, além da agricultura familiar, é o Bolsa Família, segundo a pesquisadora.
Pois, o objetivo foi alcançado. A casa de Luísa, assim como as outras, sumiu. “Eu demorei para achar a porta, na primeira vez”, lembra. Por sorte, viu o poste que fica quase ao lado da casa. “Agora, olho o poste! A porta fica perto dele”. Até os vizinhos estranhavam. “Perguntavam: cadê a casa de Luísa? Agora, todo mundo está encantado”, orgulha-se.
Confusão
A reação de dona Doralice Lopes, de 88 anos, foi parecida. Seis dias atrás, ela não fazia ideia de que sua casa tinha se transformado em uma cerca que separa a estrada de terra de um rebanho de cabras.
Nos últimos quatro meses, o filho, o lavrador José Boaventura, 68, esteve sozinho na casa de três quartos – ela descansava na casa de outra filha, em Salvador, depois de uma cirurgia “nas vistas”. Quando chegou, não reconheceu a residência onde sempre morou.
“Perguntei: cadê minha casa, gente? Achei que tinha sumido! Quando saí, minha casa era branca. Voltei e estava verde!”, comenta, deslumbrada. Ela nunca tinha visto uma foto em tamanho real. Agora, sentada em um banco de madeira sem recosto, dona Doralice também vê a Rua das Rosas, embora a tal rua não fique ali. O que ela vê, na verdade, é  a fachada de outra casa que reproduz a via do povoado.
“Eu nasci, me criei e perdi os dentes em Morrinhos, mas nunca tinha visto uma coisa tão bonita!”.  Acostumado a ouvir promessas de políticos que não se concretizam, o filho dela, seu Nonô, achou que o mesmo fosse acontecer com a nova casa. “A gente pensava que não ia sair nada. Quando ela (Maristela) chegou e jogou o papel, foi que a gente viu. Todo mundo amou”.
Atração
Das dez casas, seis ficam na praça central da comunidade - que também concentra a maior parte da vida do povoado. Quase de frente para a igreja, a cachorra Pintada corre em direção às garças que sobrevoam os mandacarus. Contudo, só a cadela está realmente ali. Garças e mandacarus estão representados na casa da lavradora Joana Lopes, 52.
“O povo vem filmar, gravar, tirar foto. Eu fico até preocupada, do jeito que as coisas estão hoje, né?”, dizia, enquanto um grupo de crianças parava em frente à casa para admirar a paisagem. “Ver a casa assim é bom demais. Pena que a gente ainda não tem condições para reformar dentro, né?”, lamentou, mostrando a parede lateral do imóvel, construída com adubo de barro.  
Hoje, Maristela é reconhecida por onde passa, em Morrinhos. Não é política, nem popstar. Mas, lá, é quase uma celebridade. “No início, eles tinham desconfiança, mas são muito hospitaleiros. Perceberam que seria uma troca, porque eles têm uma estética própria”. E se depender dos moradores, essa estética vai ficar exposta por muito tempo, como garantiu dona Doralice: “Não deixo tirar. Só o tempo pode levar embora”, avisa.
População reclama que abastecimento  de água foi interrompido há 15 dias
Castigados pela seca, os moradores de Morrinhos têm se virado sem água há 15 dias. Para completar, a maioria das casas também não tem saneamento básico. “A gente vai buscar água num tanque duas, três vezes por dia”, conta o lavrador André Batista, 76 anos.
O tanque fica a cerca de dois quilômetros do povoado, no terreno que faz parte de uma fazenda da região. Todos os dias, eles caminham até lá com carros de mão e baldes na cabeça. “O tanque é fundo, quase do tamanho do poste, quando está cheio. Mas quem alimenta é a chuva e não está chegando nem nas pernas”, diz, apesar de não saber dizer há quanto tempo não chove.
A água que resta se mistura com a lama do fundo do poço. “Como se não bastasse, a gente disputa com animais que bebem a água. É cavalo, cachorro, porco...”, afirma o lavrador Ivonaldo Barbosa, 30.
Procurada pelo CORREIO, a assessoria da prefeitura de Feira de Santana não deu um posicionamento oficial até o fechamento desta edição, às 20h. Já a assessoria da Embasa, responsável pelo fornecimento de água, não confirmou a informação, devido à paralisação administrativa de 24 horas do órgão, ontem.
Povoado tem cerca de 400 moradores em 90 casas
Localizado no distrito de Jaguara, em Feira de Santana, o povoado de Morrinhos tem quase 400 habitantes, que vivem em cerca de 90 casas. Para chegar até lá, é preciso seguir pela BR-116 e pela Estrada do Feijão.
Fonte: Correio24h

domingo, 20 de abril de 2014

 
 
 
ANTES E DEPOIS...
 
Vários donos de animais de estimação resolveram publicar fotos no estilo "antes e depois" com os seus bichinhos. Divulgadas no site Awebic, as fotos mostram humanos e animais que cresceram juntos e são melhores amigos.
Confira algumas fotos dos donos e dos seus bichinhos de estimação, além de imagens de animais que cresceram juntos.
 

sábado, 19 de abril de 2014

 
 
O MUNDO FICA MAIS CARENTE E A LITERATURA
 
 MAIS POBRE
 
 
 
A literatura perde um deus maiores expoentes, um dos grandes escritores do século vinte. O mundo fica mais pobre e mais carente ...
O escritor colombiano Gabriel García Márquez morreu nesta quinta-feira (17) aos 87 anos em sua casa, no... México. O autor sofria de câncer nos pulmões, gânglios e fígado. Ele ficou internado entre o final de março e o início de abril por conta de problemas respiratórios, mas desde então fazia tratamento em sua residência.
Um dos maiores autores latino-americanos da história, García Marquez ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Ele é autor de livros como Cem Anos de Solidão, O Amor nos Tempos do Cólera, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada e Memórias de Minhas Putas Tristes.
Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927, García Márquez também era jornalista. “Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos!", escreveu o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.

domingo, 30 de março de 2014

 
ENTRE NÓS

O cinema nacional tem se pautado ultimamente em produções que abordam o universo de favelados, drogas e corrupção policial ou comédias medíocres de humor fácil igualmente descartável... Eis que surge um oásis em meio a tanto mais do mesmo:... ENTRE NÓS! Produção nacional que desde já se firma como a mais importante nos últimos tempos na categoria drama. Dirigido competentemente por Paulo e Pedro Morelli (Respectivamente pai e filho) é um sopro de novidade e talento no cinema nacional. A trama baseia no encontro de um grupo de amigos em um sitio para comemoração e congratulação... Na década de 90 escrevem cartas e as enterram para dez anos depois cumprirem o ritual da leitura... Em meio a este clima uma tragédia abate-se sobre eles gerando o clímax do filme, que aqui se faz desnecessário contar. Elenco enxuto e competente, surpreende e comprova mais uma vez que bom roteiro e boa direção tiram, de fato leite de pedra... Caio Blat, Carolina Dieckman, Maria Ribeiro, Júlio Andrade, Lee Taylor, Paulo Vilhena e Martha Nowill formam o elenco entrosado que estabelecem uma química invejável. Quarto longa de Morelli (CIDADE DOS HOMENS), e melhor deles, estabelece desde já um divisor de águas em sua carreira. A história flui num cenário belíssimo (fotografia escandalosa), emoldurado por uma trilha sonora original e pertinente, e, em meio a detalhes de sensibilidade ímpar, nos arrebata e nos transporta para aquele universo ali a frente criado e nos ofertado que guarda momentos de inquietude, surpresa e contemplação... A película consegue ser profunda sem beirar o "filme cabeça" e leve sem ser fútil ou superficial, surpreende e questiona na medida certa, encanta e instiga com elegância e sabedoria... Verdadeiro tratado a respeito de questões tais como: Ética e honestidade(valores tão escassos em nosso dias) entre amigos, cria, com maestria um dilema, estabelece a discussão e nos brinda com um belo e instigante final. Discussão garantida após a sessão! Não deixem de ir, e se possível veja ENTRE NÓS com amigos, afinal a discussão será certa e nada como cumpri-la ENTRE AMIGOS!
Orgulhoso de ver um trabalho tão bem construído! BRAVO para Morelli e o cinema nacional que aos pouquinhos vai saindo do óbvio, do mesmo, repetidamente constrangedor e desnecessário, alçando vôos a excelência!!!!!!!!